No SOLO, no AR, nos BRAÇOS DO OUTRO,

a CIA DE DANÇA DANI LIMA

leva ao palco a VAIDADE

 

O dicionário lhe é pouco lisonjeiro. A Bíblia a trata como o pecado do século XX. Mas no dia-a-dia, sejamos sinceros, ninguém escapa dela. Apontado como um dos grupos de ponta na renovação do cenário da dança carioca, a Cia de Dança Dani Lima encara a vaidade de frente e a leva para o palco, num espetáculo onde os bailarinos (também atores) executam coreografias aéreas, tocam-se e repelem-se no solo e dividem a cena com o mundo real, num vídeo de André Weller e Dani Lima, que interage com o espetáculo num big-telão montado com caixas de papelão amontoadas.

"Vaidade" é o novo trabalho de Dani Lima à frente de sua cia. A bailarina e coreográfa festeja os quatro anos de existência do grupo celebrando a maturidade alcançada com fatos concretos: seus espetáculos tem lotações esgotadas e filas à porta dos teatros; a mídia e a crítica especializada conferem-lhe os mais variados elogios, além de lhe reconhecerem a habilidade de unir leveza e densidade no palco. Além disso, ela acaba de ganhar o apoio da Secretaria Municipal de Cultura/RioArte, que concede subsídio a 13 companhias de dança cariocas.

Tudo evidencia: nestes últimos anos, Dani passou de grande surpresa e promessa para um dos nomes mais promissores da dança carioca da atualidade.

Em "Vaidade" não existem julgamentos. O pecado – ou qualidade, ou defeito, ou característica, como cada um preferir – é tratado como parte intínseca de todo ser humano. O que se discute em pouco mais de uma hora de espetáculo não é o culto ao corpo, a corrida às academias de ginástica ou às mesas de cirurgia plástica, mas a vaidade como ponto de partida para a vida humana, como teia de fundo das relações interpessoais. "O que queremos falar é sobre a necessidade que temos do espelho do outro para construirmos nossa identidade, sobra a busca frenética do indivíduo por atenção e aceitação na sociedade", explica Dani Lima.

Com o espetáculo, que teve sua pré-estréia na 10ª edição do Panorama RioArte de Dança, a Cia de Dança Dani Lima leva adiante sua proposta de desenvolver a linguagem da dança-teatro, além de manter outras de suas duas principais características: a exploração no palco de um humor tragicômico, ancorado na pesquisa de uma gestualidade urbana, e a exploração radical da dança aérea. "Vaidade" se encerra com a platéia em suspenso enquanto bailarinos em trajes de vários tons de vermelho escalam, escorregam e despencam de tiras de pano cor-de sangue, em movimentos ousados, ora bem-humorados, ora melancólicos, mas sempre surpreendentes.

O espetáculo tem no palco música ao vivo, composta especialmente para ele por Felipe Rocha e executada pela Banda Brasov (que acompanha a companhia desde sua primeira apresentação). Os cinco integrantes da banda, aliás, não só executam as canções em cena, como também interagem com os bailarinos durante a apresentação.

 

 

O que se diz sobre...

Vaidade

Do dicionário Aurélio: (Do latim Vanitate) S.f.1 – Qualidade do que é vão, ilusório, instável ou pouco duradouro. 2. Desejo imoderado de atrair atenção ou homenagens. 3. V. Vanglória. 4. Presunção, fatuidade. 5. Coisa fútil ou insignificante; frivolidade, futilidade, tolice.

 

 

O que é...

Dança aérea

A dança aérea experimenta as possibilidades da dança fora do chão, o movimento suspenso. O uso das técnicas circenses como escaladas e acrobacias em tecidos, pêndulos em grandes redes, descidas vertiginosas e vôos a muitos metros do chão valorizam o lirismo e a poesia das imagens e mantêm a platéia presa pela expectativa de novas surpresas.

 

 

 

Quem é...

 

Dani Lima

Bailarina, Diretora e Coreógrafa de "Vaidade", Dani Lima foi fundadora da Intrépida Trupe e integrante do grupo durante 13 anos, ajudando a recriar a arte circense com linguagens incorporadas do teatro, da dança e da música pop. Estudou jornalismo na PUC, acrobacia na Escola Nacional de Circo, dança contemporânea com Graciela Figueroa, Nienke Reeshorst (da companhia do belga Wim Vanderkeybus), e Deborah Colker.

A partir de 96 intensificou o cruzamento entre o circo e a dança, desenvolvendo a dança aérea em espetáculos que teriam grande repercussão de mídia e público. Criou sua própria companhia em 97, estreando em 98 com o espetáculo "Piti" – eleito um dos 10 melhores do ano. Também em 98, ganhou o prêmio Coca Cola de melhor coreografia pelo espetáculo infantil "O Teatro dos Fantasmas". Em 99 pode aprofundar sua pesquisa com a Bolsa RioArte dada pela Prefeitura do Rio. No mesmo ano apresentou "Nato" (Prêmio Rio Dança de Melhor Trilha Sonora Original – Felipe Rocha), foi considerada coreógrafa-revelação do ano e recebeu nova indicação ao prêmio da Coca-Cola. Depois de se apresentar com sua companhia em vários palcos e festivais nacionais, em 2001 levou seu grupo à Alemanha, à convite do Panorama RioArte de Dança e do Instituto Goethe. Em maio de 2001 mostrou "Digital Brazuca" no Festival “Dança Brasil” no Centro Cultural Banco do Brasil.

 

Felipe Rocha

Assina a direção musical de "Vaidade". Ator, músico, compositor e diretor musical de teatro, cinema e vídeo, recebeu em 93 o Prêmio Ary Barroso de melhor trilha sonora no III Festival de Novos Talentos promovido pela RioArte. É responsável pela trilha sonora dos espetáculos "Já Não Penso Mais em Ti" e "Correr em Vez de Caminhar", da Cia de Dança Marcia Rubin, do espetáculo "Céus!", dirigido por Evandro Mesquita e de "Piti", da Cia de Dança Dani Lima, pela qual foi indicado ao prêmio Rio Dança 98. Ganhou o Prêmio Rio Dança 99 pela música original da coreografia “Nato”, da Cia de dança Dani Lima. Em 99 estreou com a Banda Brasov, onde é trompetista, compositor e diretor artístico.

 

Paulo Cesar Medeiros

É responsável pela iluminação de "Vaidade". Já trabalhou em mais de 400 espetáculos no Rio de Janeiro, entre os quais shows de Maria Bethânia e Zélia Duncan, espetáculos musicais e teatrais de Bib Ferreira, Claudio Botelho, Flávio Marinho e Gilberto Gawronsky. Recebeu 25 indicações para diversos prêmios, dos quais ganhou o Prêmio Shell (por "O Futuro Dura Muito Tempo"), o Prêmio Coca-Cola (por "A Lenda e o Conquistador") e o prêmio SATED ("Aladim"), entre outros.

 

Valéria Martins

É a autora dos figurinos de "Vaidade". Faz parte da Intrépida Trupe, onde é responsável por figurinos, além da direção de produção. Em parceria com o figurinista Cao, trabalhou em vários shows de música, entre eles os de Gilberto Gil, Carlinhos Brown e Lenine. Foi também figurinista do espetáculo "Piti", da Cia de Dani Lima, pelo qual foi indicada para o prêmio Rio Dança 98.

 

André Weller

Assina a direção de arte do espetáculo. Tem trabalhado em diversas campanhas publicitárias como as da Coca-Cola, Levis, O Globo, Free Jazz entre outras. Realizou inúmeros vídeo-clipes, entre os quais os de Adriana Calcanhoto, Lulu Santos, Pedro Luís e Skank, tendo recebido o prêmio VMB MTV de melhor diretor de arte pelo último.

 

 

Quem é quem...

 

Cia de Dança Dani Lima:

Clarice Silva

Dani Lima

Fernanda Prata

Gera Dias

Tatiana Miranda

Valeska Gonçalves

Vinícius Salles

 

Concepção, Direção e Coreografia: Dani Lima

Co-direção: Mônica Prinzac

Criação Coreográfica: Cia de Dança Dani Lima

Trilha Sonora Original: Felipe Rocha

Figurinos: Valéria Martins

Iluminação: Paulo César Medeiros

Direção de Arte: André Weller

Produção: Letícia Jacques

Vídeos: André Weller / Dani Lima

Realização: Buenos Dias Projetos e Produções Culturais – Márcia Dias

 

 

 

Quando e onde...

 

"Vaidade"

 

Local: Teatro Villa Lobos

Av. Princesa Isabel, 440 – Copacabana (tel: 2275-6695)

 

Data: De 22 de novembro a 2 de dezembro

quintas, sextas e sábados: 21h

domingos às 18h30min e 20h30min

 

Ingressos: R$ 8,00

 

Patrocínio: Avon, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria do Estado de Cultura