THEATRO MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO
APRESENTA VERSÃO INTEGRAL
DA ÓPERA ‘IL GUARANY’

Obra mais conhecida de Carlos Gomes será apresentada em concerto
Obra referencial da carreira de Carlos Gomes, a ópera ‘Il Guarany’ é um ícone da cultura brasileira e sua famosa abertura, tema do programa radiofônico ‘A voz do Brasil’, tornou-se uma espécie de segundo hino nacional. Composta em 1868, a ópera sofreu diversos cortes ao longo dos anos e perdeu trechos importantes. Revisada e editada pelo maestro Roberto Duarte, por encomenda da FUNARTE, a partitura original foi totalmente recuperada e cedida gentilmente pelo órgão ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro, vinculado à Secretaria de Estado de Cultura, que apresentará, pela primeira vez em tempos modernos, a ópera em concerto na sua versão completa, de quatro atos, nos dias 26 e 27 de junho. À frente da Orquestra Sinfônica e do Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, estará um dos maiores nomes da ópera no país, o maestro convidado Luiz Fernando Malheiro, especialista na obra do compositor brasileiro.
Como solistas convidados sobem ao palco do TMRJ o tenor Marcello Vannucci (Pery), a soprano Gabriella Pace (Cecilia), o baixo-barítono Licio Bruno (Cacique), o barítono Homero Velho (Gonzales), o baixo Carlos Eduardo Marcos (Don Antonio de Mariz), o tenor Eric Herrero (Don Alvaro), o baixo-barítono Rafael Thomas (Pedro), o tenor Ewandro Stenzowsky (Ruy – Bento) e o baixo Murilo Neves (Alonso).
“É um privilégio apresentar ao público do Theatro Municipal o resgate de uma obra tão importante, escrita por um dos compositores que mais ajudou a projetar o Brasil no cenário artístico internacional”, celebra a presidente da Fundação TMRJ, Carla Camurati.
Ex-diretor de ópera do TMRJ e atualmente diretor artístico e regente titular da Orquestra Amazonas Filarmônica e do Festival Amazonas de Ópera, o maestro Luiz Fernando Malheiro está entusiasmado com sua volta ao palco do teatro carioca: “É uma grande emoção e um prazer enorme poder voltar a trabalhar com a Orquestra e o Coro do Theatro Municipal. Deixei vários amigos nestes grupos altamente profissionais, que guardam uma tradição preciosa na execução de óperas. Estou bastante curioso para ver o palco restaurado do TMRJ e feliz por ele estar novamente aberto e em atividade, templo de arte importantíssimo e motivo de orgulho para todos os brasileiros”.
‘Il Guarany’

Carlos Gomes
Baseada no romance homônimo de José de Alencar, a ópera ‘Il Guarany’ é a terceira composta por Antonio Carlos Gomes e seu libreto, em italiano, é de Antonio Scalvini. Dividida em quatro atos, a ópera estreou no Scala de Milão em 1870, com enorme êxito. Foi ainda a primeira obra de um compositor brasileiro a ser apresentada no prestigioso teatro italiano. O sucesso a levou a uma longa turnê de oito anos, durante os quais foi apresentada 231 vezes em teatros de Florença, Gênova, Ferrara, Londres, Vicenza, Treviso, Turim, Palermo, Catânia, Reggio Emilia, Lugo, Buenos Aires, Varsóvia, Rio de Janeiro, Montevidéu, Paris, São Petersburgo e Moscou.
Passada em 1560, no litoral do Rio de Janeiro, em meio à guerra travada entre as tribos guaranis e aimorés, a história gira em torno do amor entre Cecilia – a jovem herdeira de Dom Antônio de Mariz, fidalgo português e chefe dos caçadores de uma colônia lusitana – e Pery, cacique da tribo guarani. Cecilia está prometida para casar-se com Dom Alvaro, aventureiro português que está prometido, por sua vez, a uma índia aimoré. Cecilia e Pery se apaixonam e este decide apoiar os caçadores em sua luta contra os aimorés. Gonzales, outro aventureiro português, hóspede de D. Antonio, planeja trair os companheiros e seqüestrar Cecilia. Pery descobre o plano e consegue impedi-lo mas, pouco depois, é aprisionado pelos guerreiros. O cacique decide sacrificar Pery e Cecilia, uma vez descoberto o amor entre os dois. No entanto, D. Antonio e seus companheiros chegam e conseguem acalmar a situação. Neste meio tempo, D. Alvaro é morto em combate. Gonzales não desiste de seus planos e sua segunda traição faz com que D. Antonio e Cecilia sejam encarcerados em seu próprio castelo. Pery corre em socorro da amada pois sabe que o pai dela pretende se matar e à jovem também. Pery implora pela vida de Cecilia e D. Antonio, tocado com o amor sincero entre os dois, batiza Pery, tornando-o cristão. Os dois fogem e assistem, de longe, a explosão do castelo com D. Antonio, que sacrificou sua vida para salvar a filha.
Os intérpretes

Marcello Vannucci - Gabriella Pace - Homero Velho - Rafael Thomas - Murilo Neves
Marcello Vannucci, tenor (Pery)
Aluno do professor Benito Maresca, fez sua estreia em ópera em 1995 como Ismaele em ‘Nabuco’, de Verdi, com a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo. Ao longo da carreira, recebeu prêmios como o Collegi d’Advocats no Concurso Francisco Viñas de 1997, na Espanha, que lhe rendeu uma bolsa de estudos com a soprano italiana Magda Olivero; e o Prêmio Carlos Gomes no Concurso Internacional Maria Callas, em 1998. Sua estreia internacional aconteceu em Medellín, Colômbia, como Radamés, em ‘Aída’, com ótima repercussão. O tenor tem se dedicado a um repertório que inclui os grandes papéis para tenor spinto em obras como ‘Alzira’, ‘Il Trovatore’, ‘Rigoletto’, ‘La Traviata’, ‘Otello’, ‘Simon Boccanegra’, ‘Madama Butterfly’, ‘Tosca’, ‘Carmen’ e ‘Cavalleria Rusticana’, para citar alguns. Em 2003, dividiu o palco com a soprano Kiri Te Kanawa em sua turnê pelo Brasil. Já atuou sob a batuta de maestros como Julio Medaglia, Isaac Karabtchevsky, Roberto Duarte, Frederico Gerling Junior, Túlio Colaccioppo, Roberto Minczuk, Jamil Maluf, Silvio Barbato e Ira Levin.
Gabriella Pace, soprano (Cecilia)
Nascida em 1975, Gabriella iniciou seus estudos de canto com o pai, o tenor e violista Hector Pace e depois com Leilah Farah. Viajou para a Itália, com bolsa da Fundação Vitae, para estudar com Pier Miranda Ferraro. Atualmente, estuda com Ricardo Ballestero. Em 1998, faz sua estreia profissional como Musetta em ‘La Boheme’, de Puccini, com a Orquestra Experimental de Repertório, conduzida pelo maestro Jamil Maluf, nos teatros Alfa e Municipal de São Paulo. Na sequência, interpreta Micaela, em ‘Carmen’, de Bizet, com a Orquestra Sinfônica Municipal, sob a regência de Isaac Karabtchevsky, no Theatro Municipal de São Paulo. Em seu repertório estão papéis como Zerlina (‘Don Giovanni’), Susanna (‘As Bodas de Figaro’) e Desdemona (‘Otello’), Pamina (‘A flauta mágica’), entre outros. Venceu em 1999 o Concurso Nave Punica, em Marsala, Itália, e, no ano seguinte, o I Concurso Internacional de Canto Bidú Sayão, em Belém do Pará. Em 2001, conquistou o 2º lugar no II Concurso Internacional de Canto ‘Renata Tebaldi’, em Milão. Recebeu ainda o Prêmio Carlos Gomes de Música Erudita.
Licio Bruno, tenor (Cacico)
Considerado um dos principais intérpretes eruditos do Brasil pela crítica especializada, o baixo-barítono Licio Bruno, radicado na Europa desde 1995, desenvolve carreira em palcos da Itália, Espanha, Alemanha, Suíça e Hungria. Há dez anos é artista convidado da Ópera de Budapeste. Prêmio Carlos Gomes de 2004, recebeu seis primeiros prêmios em concursos nacionais e dois internacionais. Em 2002, tornou-se o primeiro brasileiro a interpretar o papel de Wotan em ‘Die Walküre’, de Wagner, durante o VI Festival Amazonas de Ópera. Em 2008, celebrou 20 anos de carreira com o papel-título de ‘Falstaff’, no Palácio das Artes (BH) e Theatro Municipal de São Paulo. Acumula em seu currículo as óperas ‘A flauta mágica’, ‘Barbeiro de Sevilha’, ‘Rigoletto’, ‘I Pagliacci’, ‘Tannhaüser’, ‘Bodas de Fígaro’, ‘O Cientista’, ‘Romeu e Julieta’, ‘La Gioconda’, ‘Madama Butterfly’ e ‘Stabat Mater’, entre muitas outras.
Homero Velho, barítono (Gonzales)
Natural de Ribeirão Preto, Homero iniciou seus estudos musicais aos 11 anos na Escola de Música de Brasília. Aos 20, ganhou uma bolsa de estudos da Indiana University School of Music, EUA, onde estudou durante sete anos. Entre as montagens que cantou, destacam-se os papéis mozartianos em vários festivais de ópera nos EUA. Após um período de trabalho na Europa, Homero retorna ao Brasil para participar do primeiro festival de ópera do Teatro da Paz, em Belém. Desde então tem feito parte das temporadas líricas de todos os importantes teatros brasileiros. Protagonizou a première de quatro óperas brasileiras em 2006. Em 2007, fez sua estreia na ópera de Colômbia. Em 2008, participou do Festival de Ópera de Manaus e da temporada do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em Maio de 2009, Homero fez seu debut nos Estados Unidos, em Detroit.
Carlos Eduardo Marcos, baixo (Don Antonio)
Natural de São Paulo, estudou canto lírico com Mitzi Frölich, Martha Herr e Caio Ferraz e, atualmente, é orientado pelo professor Benito Maresca. Em seu repertório estão os papéis principais de baixo nas óperas ‘Otello’, ‘Nabucco’ (Verdi), ‘Il Guarany’, ‘Condor’ (Carlos Gomes), Le Nozze di Figaro e ‘Der Schauspieldirektor’ (Mozart), ‘Il Signor Bruschino’ e ‘O barbeiro de Sevilha’ (Rossini), ‘Lohengrin’ (Wagner), ‘Rake’s Progress’ (Stravinsky), ‘Hercules’ (Haendel), entre outras, além das estréias mundiais das óperas brasileiras ‘O anjo negro’ (Ripper), ‘A tempestade’ (Miranda), ‘Eros-ion!’ (Chagas) e ‘Olga’ (Antunes). Na área da música sacra e de câmara, destacam-se obras como ‘Saul’ (Haendel), ‘Elias’ (Mendelssohn), ‘Te Deum’ (Bruckner), ‘Johannes Passion’ (Bach), ‘Nona Sinfonia’ e ‘Fantasia Coral’ (Beethoven) e ‘Les Noces’ (Stravinsky), entre outros.
Erick Herrero, tenor (Don Alvaro)
O paulista Erick Herrero iniciou seus estudos de canto em 1998, no Conservatório Musical Debussy, com Aurora Fujisaka. Atualmente, estuda canto com Antonio Garofalo e repertório com Maria Rasetti. Vencedor do Prêmio Especial do VII Concurso Maria Callas, em 2005, tem no repertório papéis como Nemorino em ‘L’Elisir d’Amore’; Tebaldo em ‘I Capuleti’; Alfredo em ‘La Traviata’; Rodolfo em ‘La Bohème’; e Pinkerton em ‘Madama Butterfly’. No repertório sinfônico estão obras como ‘Réquiem’, ‘Coronation Mass’ e ‘Missa Brevis’, de Mozart e ‘Therese Mass’, de Haydn.
Rafael Thomas, baixo-barítono (Pedro)
Formado em canto pela UNIRIO, aperfeiçoou seus estudos no Centro de Cultura Calouste Gulbenkian, em Paris, através de bolsa de estudos recebida em 2005. Dois anos depois, realizou master class em Milão com a professora Rita Patane. Atualmente, faz correpetição com o pianista Ricardo Ballestero. Em seu currículo estão obras como ‘Criação’, de Haydn, e a ópera barroca Don Quichotte chez La Duchesse, de J.B. Boismortier. Foi o principal solista na première brasileira da ópera ‘O pescador e sua alma’, do compositor brasileiro Marcos Lucas, sob a direção de Julio Moretzsohn, em 2006. Com o maestro Roberto Minczuk, participou da ópera ‘Fidelio’, de Beethoven, no papel de Don Fernando, em 2008, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e da gravação do CD em Comemoração aos 200 anos da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil, como solista, com a obra Missa de Nossa Senhora da Conceição, do Padre José Maurício Nunes Garcia. No ano passado, atuou como solista na turnê realizada pelo grupo vocal Calíope, em Portugal e Espanha.
Ewandro Stenzowsky, tenor (Ruy – Bento)
Natural de Curitiba, Ewandro é formado pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP). No III Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão, recebeu o prêmio inédito de Estímulo a Jovens Cantores, em decisão unânime do júri. Em 2005, executou o ciclo Dichterliebe, de Schuman, gravada depois para a Rádio MEC, em 2009. Em 2006, participou da primeira montagem brasileira da ópera ‘Trial by Jury’, de Sullivan. Foi vencedor do concurso para tenor solista da Banda Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil e recebeu prêmios no Concurso Nacional de Canto Villa-Lobos e no Concurso Nacional Francisco Mignone, sendo a única voz masculina entre os prêmios principais. Recentemente, cantou no Oratório de Natal de Saint-Saëns e participou de uma série de concertos dedicados à música brasileira, sob a direção de Maria Glória Capanema.
Murilo Neves, baixo (Alonso)
Formado pela Escola de Música da UFRJ, o carioca Murilo Neves estreou profissionalmente em 2000, no CCBB-RJ, com ‘Die Dreigroschenoper’, de Kurt Weill. Logo em seguida, cantou em ‘La Boheme’, de Puccini, no Festival Amazonas de Ópera. Em 2003, participou da estreia nacional de ‘Magdalena’, de Villa-Lobos, e de ‘Florencia en el Amazonas’, de Daniel Catán. Participou de ‘Madama Butterfly’, de Puccini, e do espetáculo infanto-juvenil ‘O Fantasma do Theatro’, que abriu a temporada 2002, ambos no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Ainda em 2002, cantou ‘Viva la Mamma’, de Donizetti, no CCBB-RJ, e na estreia da ópera ‘Anjo Negro’, de João Guilherme Ripper, no CCBB-SP, além de ‘Carmen’, no Teatro do CIC, em Florianópolis. No ano passado, cantou o oratório ‘Colombo’, de Carlos Gomes, com a Orquestra Sinfônica e Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no Teatro João Caetano.
O maestro
Luiz Fernando Malheiro
Diretor artístico e regente titular da Orquestra Amazonas Filarmônica e do Festival Amazonas de Ópera (FAO), foi diretor de Ópera no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e diretor artístico adjunto do Teatro Municipal de São Paulo. Reconhecido pela crítica especializada como um dos maiores nomes da ópera no Brasil, acumula mais de 40 óperas no currículo. Estudou composição com J. Targoszin, na Polônia, e R. Dionisi, na Itália, e regência com T. Colacioppo, no Brasil, e K. Missona, na Polônia. Estudou ainda com Leonard Bernstein, em Roma, com F. Leitner, em Sienna, e Carlo Maria Giulini, em Milão. Venceu o Prêmio Carlos Gomes (Universo da Ópera / 2000) e novamente o Universo da Ópera e Espetáculo do Ano pela primeira montagem brasileira do Anel do Nibelungo, de Wagner, em 2005, na FAO. Durante os anos 2004, 2005, 2007 e 2008, regeu no Festival de Ópera de La Coruña, Espanha. No Brasil, regeu, entre outras, a OSM São Paulo, OSB, Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, OSESP, Sinfônica de Minas Gerais e da Bahia. No exterior, conduziu a Orquestra Sinfônica de Porto Rico, a Orchestra Filarmônica Marchigiana (Itália), Orquestra da Ópera Nacional de Sófia (Bulgária), Orquestra Sinfônica de Galícia e Orquestra Sinfônica Castilha e Leon (Espanha). Gravou ‘Fosca’ e ‘Maria Tudor’, de Carlos Gomes, em CD e vídeo.
Serviço
Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Orquestra Sinfônica e Coro do Theatro Municipal
Programa: ‘Il Guarany’
Música: Carlos Gomes
Libreto: Antonio Scalvini
Regência da Orquestra e Coro do TMRJ: Luiz Fernando Malheiro
Apresentando os solistas:
Marcello Vannucci, tenor - Pery
Gabriella Pace, soprano - Cecilia
Licio Bruno, tenor - Cacique
Homero Velho, barítono - Gonzales
Carlos Eduardo Marcos, baixo - Don Antonio
Erick Herrero, tenor - Don Alvaro
Rafael Thomas, baixo-barítono - Pedro
Ewandro Stenzowsky, tenor - Ruy–Bento
Murilo Neves, baixo (Alonso)
Dias 26 de junho às 20h e 27 de junho às 17h
Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Praça Floriano, s/nº - Centro
Preços:
- Platéia e balcão nobre – R$ 70,00
- Balcão superior – R$ 50,00
- Galeria – R$ 20,00
- Frisas e camarotes – R$ 70,00 (por assento)
Desconto de 50% para estudantes e idosos
Classificação etária: Livre
Duração: 180 minutos (dois intervalos)
Informações: (21) 2332-9191 / 2332-9005
Ticketronic: 21 3344-5500 ou site www.ticketronic.com.br
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