apresenta

 

Dresdner Philharmonie

 

Regente: Raphael Frübech de Burgos

 

 

Celebrado conjunto alemão completando 140 anos traz para a cidade um programa especial dedicado a Brahms, na estréia do 17º ano da mais tradicional série clássica do Rio de Janeiro.

 

Primeiro concerto no reformado Theatro Municipal terá como convidado o premiado pianista brasileiro Sérgio Monteiro

 

 

Uma das mais importantes e tradicionais orquestras do mundo, a Dresdner Philharmonie, marco da vida cultural alemã, está de volta ao país: no dia 02 de maio, seus 100 instrumentistas sobem ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, para lançar a 17ª edição da Série Dell’Arte Concertos Internacionais, que este ano está de volta a sua tradicional casa, onde acontece desde sua primeira edição.

 

Regida por um dos mais aclamados maestros da atualidade, Rafael Frühbeck de Burgos, que é também seu diretor musical desde a temporada 2003/2004, a orquestra apresenta para os cariocas um programa dedicado a Brahms, que segundo a crítica internacional, tem no conjunto seu melhor e mais talentoso intérprete na atualidade. Como solista, dentro do espírito da Dell’Arte de apoio ao talento brasileiro, o premiado pianista brasileiro Sérgio Monteiro.

 

DRESDNER PHILHARMONIE

 

Em 2010 a Filarmônica de Dresden está completando 140 anos. Nesse vasto período, o conjunto trabalhou com maestros principais notáveis e outros tantos solistas e regentes convidados. Fundada em 1870, trazia desde o berço uma característica fundamental: não era a orquestra da corte, mas da classe média ascendente, que trazia em seu bojo uma nova cultura. Suas raízes são ainda mais antigas, remontando a um conjunto civil com mais de 450 anos de história, o Ratsmusik, que teria seu apogeu no século XIX.

 

Em 1870 instala-se na Gewerbhaus-Saal, que seria destruída na Segunda Guerra. Inicialmente conhecida como Gewerbehauskapelle, passaria a adotar o nome “Filarmônica” em 1908. No ano seguinte empreende uma ampla turnê pelos Estados Unidos. Era uma das primeiras orquestras alemãs a fazê-lo. Já se apresentava, então, como “Orquestra Filarmônica de Dresden”. O nome seria adotado oficialmente em 1915. Encerrada a guerra, a orquestra viu-se sem sede e começou a exibir-se em locais temporários. Somente em 1969 viria a instalar-se no Palácio Cultural da cidade.

 

Apesar de sua longa tradição, o conjunto sinfônico só viria tornar-se famoso na década de 1930. Isto se deveu, em grande parte, à liderança de Paul van Kempen. Foi quando começou a atrair a atenção de grandes regentes que fizeram questão de dirigi-la, entre eles Arthur Nikisch, Hermann Abendroth, Hans Knappertsbusch, Fritz Busch, Erich Kleiber e Joseph Keiberth. Logo após a Segunda Guerra, Heinz Bongartz assume como regente principal e se torna uma figura fundamental na reconstrução da orquestra. Outros nomes importantes em sua evolução recente são os de Kurt Masur, que trabalhou com ela antes de tornar-se regente principal da Orquestra do Gewandhaus.

 

Com a reunificação da Alemanha, em 1990, abre-se uma nova era e a orquestra aprimora ainda mais sua arte, tão brilhante, que ainda na época da Alemanha Oriental a levou a empreender várias turnês mundiais, sempre com grande sucesso. Na temporada de 1994/95, Michel Plasson, até então titular do Capitole de Toulouse, assume a direção do conjunto, dando grande destaque ao repertório francês. Em 2001 a orquestra passa a ser dirigida por Marek Janowski, outro grande astro da regência na atualidade. O eixo volta a deslocar-se para a música alemã. O enorme prestígio internacional do maestro aumenta ainda mais a fama da orquestra. Para a temporada 2003/04, o nome escolhido para assumir a Dresdner Philharmonie foi o do veterano Rafael Frühbeck de Burgos, até hoje no cargo. Sua experiência diante das maiores orquestras do mundo, aliada ao seu carisma pessoal, levaram a uma parceria das mais bem sucedidas. Aumenta o número das turnês e a orquestra grava mais do que nunca. O regente deu ênfase à herança alemã, trazendo de volta o lendário “Som da Saxônia”, uma característica histórica do conjunto.

 

Com Frühbeck de Burgos a orquestra registra uma versão elogiadíssima de Don Juan, Don Quixote e Till Eulenspiegel de Richard Strauss. Seguiram-se as gravações da Sinfonia Alpina e da Suíte de O Cavaleiro da Rosa, também saudadas com grande entusiasmo pela crítica. Gravaram ainda obras de Wagner, Bruckner e Brahms em versões de referência. A excepcional qualidade artística da Filarmônica de Dresden é posta à prova todos os anos em sucessivas turnês aos mais importantes centros musicais do mundo.

 

Ao comentar a turnê de 2004 à Espanha, conduzida por Frühbeck de Burgos, o Diario Montañes referiu-se a ela como “uma das melhores orquestras alemãs de todos os tempos”. Não foi diferente com a turnê empreendida aos Estados Unidos, quando os críticos mais temidos de Nova York só tiveram elogios para suas atuações. Sucesso repetido nas turnês sulamericana de 2005, européia de 2006, norteamericana e asiática (Japão e Coreia) de 2008.

 

Contratados agora pelo selo Steinway, apresentaram-se recentemente no Steinway Hall de Nova Iorque e no Steinway Hall de Dallas.

 

 

RAFAEL FRÜHBECK DE BURGOS

 

Natural de Burgos, Espanha, estudou violino, piano, teoria musical e composição nos conservatórios de Bilbao e Madri e regência na Hochschule für Musik de Munique, onde formou-se “suma cum laude” e recebeu o Prêmio Richard Strauss. Atualmente é Regente Principal e Diretor Artístico da Filarmônica de Dresden.

 

Frühbeck de Burgos foi Diretor Musical Geral da Orquestra da Rádio Berlim, Regente Convidado Principal da Sinfônica Nacional de Washington e Diretor Musical da Ópera Alemã de Berlim, Sinfônica de Viena, Orquestra Sinfônica Nacional da RAI – Turim, Orquestra de Bilbao, Orquestra Sinfônica Nacional da Espanha, Sinfônica de Düsseldorf e Sinfônica de Montréal. Durante várias temporadas foi também Regente Convidado Principal da Orquestra Sinfônica Yomiuri Nippon de Tóquio.

 

A agenda do maestro prevê, todas as temporadas, o retorno aos Estados Unidos como Regente Convidado da Orquestra de Filadélfia, Sinfônica de Boston e do Festival de Tanglewood. Na atual temporada estará regendo também a Sinfônica de Chicago, Sinfônica Nacional de Washington, Filarmônica de Los Angeles e Sinfônica de Toronto. Sua temporada norteamericana de 2008-2009 incluiu apresentações com a Filarmônica de Nova York e as sinfônicas de Pittsburgh, Cincinnati, Detroit e Porto Rico. Ainda em 2008 liderou a Sinfônica de Pittsburgh em uma turnê que cobriu cinco cidades da Espanha e a Filarmônica de Dresden nos Estados Unidos.

 

Rafael Frühbeck de Burgos é regularmente convidado para atuar à frente das principais orquestras europeias, aí incluídas as Filarmônicas de Londres, Berlim, Munique e Hamburgo, as orquestras da Rádio Alemã e a Sinfônica de Viena. Regeu também a Filarmônica de Israel e as principais orquestras japonesas. Empreendeu amplas turnês mundiais com conjuntos como a Filarmônica de Londres, Sinfônica de Londres, Orquestra Nacional de Madri e Orquestra da Rádio Sueca. Conduziu a Sinfônica de Viena por três vezes em turnês aos Estados Unidos, que visitou também duas vezes com a Orquestra Nacional da Espanha.

 

O maestro é, desde 1975, membro da Academia Real de Belas Artes de San Fernando. As numerosas honrarias e distinções que recebeu incluem a Medalha de Ouro da Cidade de Viena, o Bundesverdienstkreutz das repúblicas da Áustria e da Alemanha, a Medalha de Ouro da Sociedade Internacional Gustav Mahler e o Jacinto Guerrero, o mais importante prêmio musical da Espanha. Em 1998 recebeu o título de “Regente Emérito” da Orquestra Nacional da Espanha. Conquistou, ainda, o doutorado honorário de Navarra.

 

Frühbeck de Burgos possui um amplo acervo de gravações lançadas pela EMI, Decca, Deutsche Gramophone, Columbia da Espanha e Orfeo. Várias delas são apontadas como clássicos do disco, inclusive sua interpretação de Elijah e St. Paul de Mendelssohn, Réquiem de Mozart, Carmina Burana de Orff, a Carmen de Bizet e as obras completas de Manuel de Falla.

 

SÉRGIO MONTEIRO

 

Natural de Niterói, Sérgio Monteiro iniciou seus estudos aos quatro anos de idade e formou-se sob a orientação de Myrian Dauelsberg, na Escola Nacional de Música do Rio de Janeiro, onde concluiu os cursos de graduação e mestrado. Durante seu período de formação, conquistou trinta primeiros prêmios em importantes concursos brasileiros e sulamericanos de piano. Em 2000 obteve uma bolsa do Ministério da Cultura para estudar na Eastman School of Music, onde iniciou o seu doutorado sob a orientação da pedagoga Nelita True, que não tardou a convidá-lo para ser seu assistente. Lá recebeu todos os prêmios oferecidos aos alunos, entre eles o Performance Certificate e o Concurso de Solista.

 

Em 2001 Sérgio Monteiro foi selecionado para participar da segunda edição do Concurso Internacional Martha Argerich, onde levantou o publico e deslumbrou os críticos. Poucos dias depois era convidado para apresentar-se na abertura do Festival Martha Argerich, ao lado da Filarmônica de Buenos Aires sob a regência de Charles Dutoit. Logo após o concurso, Monteiro foi selecionado para participar da prestigiosa Academia Internacional de Piano na Itália, onde teve a oportunidade de trabalhar com os mais importantes professores e pianistas da atualidade, como Bashkirov, Leon Fleisher, Claude Frank, Menahen Pressler, Fou T'song, Andreas Staier e William Grant Nabore.

 

Sérgio Monteiro já se apresentou com as principais orquestras brasileiras. No exterior, atuou, entre outras, com a Orquestra de Câmara do Kremlin, Orquestra Filarmônica de Buenos Aires, Eastman School Symphony Orchestra, South Bend Symphony Orchestra, Filarmônica de Lubeck, Orquestra de Câmara Europeia e Il Palpiti Chamber Orchestra, sob a regência de maestros como Charles Dutoit, Neil Varon, Tsung Yeh, Santiago Meza, Pedro Ignacio Calderon, Eduard Schmieder, Misha Rachlevsky, Gabor Hollerung, Graham Jackson e Ira Levin, e dos brasileiros, Ligia Amadio, Roberto Tibiriçá, Roberto Duarte, Diogo Pacheco e Northon Morozowicks. Recentemente apresentou-se no Kremlin (Moscou), fez turnê pela Holanda, Alemanha e recitais na Espanha, Suíça, Brasil, Itália, Argentina, Japão, Alemanha e Bélgica.

 

Sérgio Monteiro é um divulgador incansável da música brasileira. É frequentemente convidado por nossos mais importantes compositores para protagonizar diversas primeiras audições de suas criações, várias delas a ele dedicadas. Depois de cinco anos na Europa, o pianista acaba de fixar residência nos Estados Unidos, atendendo a um convite para assumir a chefia do Departamento de Piano da Wanda L. Bass School of Music (Oklahoma City University), uma das mais modernas escolas de música do país. Lá vem participando, desde o ano passado, de um intenso programa de ampliação e desenvolvimento da área de piano da instituição.

 

PROGRAMA

 

I.
Wolfgang Rihm (*1952)

Brahmsliebewalzer 2

 

Johannes Brahms

Concerto para piano e orquestra Nº 1 em Ré menor, op. 15

Maestoso

Adagio

Rondo. Allegro non troppo

         Sérgio Monteiro, piano

 

II.

Johnnes Brahms

Sinfonia Nº 2 em Ré maior, op. 73

Allegro non troppo

Adagio non troppo

Allegretto grazioso (Quasi andantino) – Presto ma non assai

Allegro con spirito

 

 

SERVIÇO

 

Data: 02 de maio (domingo)

Local: Theatro Municipal

Horário: 21h

Vendas: Theatro Municipal

Disque Dell`Arte: 3235-8545 / 2568-8742

Classificação Etária: 6 anos

 

Preço:

 

Frisa/Camarote: R$ 2100,00
Plateia: R$ 350,00
Balcão Nobre: R$ 350,00
Balcão Simples: R$ 200,00
Galeria: R$ 100,00

 

 

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